Infertilidade primária e infertilidade secundária: o que são? - Art Medicina Reprodutiva
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Infertilidade primária e infertilidade secundária: o que são?

Infertilidade primária e infertilidade secundária: o que são?

Atualmente, é muito comum encontrar casos próximos de familiares ou amigos que não podem conceber naturalmente. Na população mundial, um percentual bem expressivo de casais em idade fértil sofre de infertilidade.

A infertilidade, tanto masculina quanto feminina, pode ocorrer como consequência de diversos fatores, mesmo os emocionais. Também pode surgir em qualquer momento da fase reprodutiva, mesmo no caso de pessoas que já engravidaram.

Por outro lado, é possível que um casal engravide naturalmente, mas seus embriões não sobrevivam. Em todos esses casos é importante saber se há infertilidade primária ou infertilidade secundária, para que o casal possa tomar as medidas necessárias à definição do tratamento mais adequado.

Continue a leitura até o final e saiba mais!

O que é e quais as causas de infertilidade primária e secundária?

Infertilidade primária é definida como a falha de um casal sexualmente ativo em conceber no período de um ano se não estiver usando nenhum método contraceptivo.

A infertilidade secundária se manifesta quando, após uma gestação e partos normais, o casal tem problemas para conseguir uma nova gravidez: a mulher consegue engravidar, mas a gravidez termina em aborto espontâneo por vários motivos.

As causas mais comuns de infertilidade primária em homens e mulheres são:

Em mulheres

Tubas uterinas bloqueadas: as tubas uterinas conectam ovários ao útero. Quando ocorrem obstruções como consequência de tecido cicatricial ou aderências, provocados por doenças, como a endometriose, ou por infecções, incluindo as sexualmente transmissíveis (ISTs), por exemplo, não há fecundação.

Endometriose: é uma das causas de infertilidade feminina mais comuns, em que o um tecido semelhante ao endométrio, de revestimento interno uterino, cresce fora, em diferentes órgãos como os ovários e as tubas uterinas, além de outras estruturas da cavidade pélvica e abdominal.

Períodos menstruais irregulares/ovulação: períodos irregulares, que chegam tarde ou muito cedo, ou que não aparecem, resultam em problemas de ovulação. Além disso, o casal não consegue identificar o período de maior fertilidade para intensificar a relação sexual e aumentar as chances de conceber.

Nesse caso, mesmo se o óvulo for liberado, também pode ser de má qualidade, reduzindo a possibilidade de concepção ou aumentando o risco de abortamento.

Outras causas de infertilidade em mulheres incluem:

Em homens

Normalmente, problemas genéticos e relacionados aos espermatozoides são as principais causas da infertilidade em homens. Os problemas relacionados aos espermatozoides podem incluir:

Problemas de produção ou transporte dos espermatozoides: infecções, vasectomia ou varicocele, são algumas condições que podem interferir na produção dos espermatozoides ou causar obstruções impedindo o transporte para fecundar o óvulo.

Baixa contagem de espermatozoides: a baixa contagem de espermatozoides, é resultado de problemas na produção e uma causa comum de infertilidade em homens, em que há menos de 15 milhões de espermatozoides por milímetro de sêmen. O estresse emocional, o consumo de cigarro, o uso de drogas, além de distúrbios hormonais e da varicocele, são as principais causas da baixa contagem de espermatozoides.

Outros problemas que podem levar à infertilidade masculina incluem:

As causas mais comuns de infertilidade secundária, feminina e masculina são:

Tratamentos de infertilidade primária e secundária

Os tratamentos para infertilidade primária e infertilidade secundária são definidos a partir da investigação do casal e detecção da causa que provocou o problema. Podem ser realizados por medicamentos, cirurgia e por técnicas reprodução assistida, de acordo com cada caso.

Os possíveis tratamentos de reprodução assistida podem incluir a inseminação artificial (IA) e a fertilização in vitro (FIV).

A inseminação artificial, conhecida também como inseminação intrauterina (IIU), consiste em depositar os espermatozoides, previamente selecionados por técnicas de preparo seminal, no útero da mulher durante o período fértil para aumentar as chances de o óvulo ser fecundado.

A fertilização in vitro (FIV), consiste em unir o óvulo ao espermatozoide em laboratório — in vitro — para a obtenção de embriões, transferidos posteriormente ao útero da paciente.

A fecundação pode ser feita por FIV clássica ou por FIV com ICS (injeção intracitoplasmática de espermatozoide).

Na FIV clássica, óvulos e espermatozoides são colocados em uma placa de cultura para que a fecundação aconteça naturalmente. Enquanto na ICSI, cada espermatozoide é injetado diretamente no citoplasma do óvulo por um micromanipulador de gametas: por proporcionar mais chances de a fecundação ser bem-sucedida, tem sido o método mais utilizado atualmente.

Além disso, a FIV possui técnicas complementares que possibilitam a solução de diversos problemas, aumentando as chances de sucesso gestacional. Entre elas, a doação de óvulos, espermatozoides e embriões, importante para pessoas que não podem engravidar com gametas próprios.

Em ambos os tipos de infertilidade, é aconselhável otimizar o tempo de diagnóstico para definir o tratamento de infertilidade o mais rápido possível: o diagnóstico precoce aumentas as chances de engravidar.

Para saber mais sobre o tema, leia também o nosso artigo sobre infertilidade masculina.

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