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Orquite

Orquite

Condição que provoca a inflamação de um ou de ambos os testículos, a orquite pode surgir como consequência da caxumba, com prevalência frequentemente registrada em meninos entre 10 e 15 anos, ou mesmo de infecções bacterianas, inclusive as sexualmente transmissíveis (IST).

Embora seja facilmente curada, se não for adequadamente tratada, pode provocar diferentes complicações, entre elas atrofia testicular, a formação de abscessos na região escrotal e a produção inadequada de testosterona, resultando em infertilidade.

Em casos mais graves, pode ainda causar a perda dos testículos ou mesmo levar ao óbito.

Este texto aborda detalhadamente a orquite, explicando os sintomas que alertam para a necessidade de procurar auxílio médico, as causas que provocam a inflamação, diagnóstico e tratamentos mais indicados para cada caso.

Quais sintomas a orquite manifesta?

Os principais sintomas que indicam a presença da orquite são o inchaço de um ou ambos os testículos e dor súbita de maior severidade. No entanto, a sensibilidade testicular unilateral ou bilateral, que dura por algumas semanas, febre baixa, náusea com vômito e dor na região da virilha também sinalizam para o problema.

O que pode causar orquite?

As causas que provocam orquite podem ser virais ou bacterianas. Entre as virais, a mais comum é a caxumba e a mais rara está associada aos agentes que causam a mononucleose infecciosa, uma infecção viral.

As bacterianas, por outro lado, geralmente resultam de ISTs, entre elas a clamídia, a gonorreia e a sífilis, embora também ocorram como consequência de outras inflamações: a epididimite, que ocorre no epidídimo, a prostatite, na próstata, e a uretrite, na uretra.

A orquite pode afetar apenas um ou os dois testículos. O risco é ainda maior em homens que não são imunizados contra a caxumba ou com histórico de IST, que têm anormalidades congênitas no trato urinário ou que sofreram cirurgias no local e nos órgãos sexuais.

A orquite viral pode ser prevenida a partir da imunização contra a caxumba e a bacteriana, pelo uso de preservativos em todas as relações sexuais.

Como a orquite é diagnosticada?

Além dos sintomas, o exame físico também pode indicar alterações sugestivas de orquite, tais como assimetria e inchaço dos testículos, aumento no volume da próstata, sensibilidade ao toque e presença de linfonodos na região da virilha.

Como algumas características também são comuns a outras patologias masculinas, diversos exames são posteriormente realizados para identificar a causa ou mesmo descartar a possibilidade de os sintomas serem provocados por outras inflamações.

A avaliação da urina e o rastreio de ISTs identificam diferentes bactérias que podem ser responsáveis pela infecção. Exames sorológicos também possibilitam a detecção de agentes bacterianos ou virais, inclusive o HIV, que também pode provocar a inflamação.

Já os exames de imagem são realizados com o propósito de avaliar o testículo inflamado, determinando, inclusive, se a inflamação pode ser causada por outra condição. O exame mais comumente realizado é a ultrassonografia com doppler.

O tratamento é baseado nos resultados diagnósticos, indicado a partir da avaliação individual de cada caso. Atualmente, os casos, de modo geral, são tratados de forma individual devido às particularidades sempre presentes.

Como a orquite pode ser tratada?

Diferentes tipos de medicamentos podem ser recomendados para o tratamento de orquite. Quando ela é provocada por bactérias, é feito por antibióticos, prescritos de acordo com a bactéria que está causando o problema. Se surgir como resultado de ISTs, os parceiros também deverão ser medicados.

Os ciclos de tratamento podem ter duração curta ou longa. Por isso, para garantir a cura, é imprescindível seguir rigorosamente a prescrição.

Nos casos em que a orquite é viral, geralmente são prescritos apenas anti-inflamatórios não esteroides (AINES), que combatem a inflamação e aliviam os sintomas provocados por ela.

A melhora do quadro também é bem mais rápida e pode ser observada em poucos dias. No entanto, a sensibilidade dos testículos tende a permanecer ainda por várias semanas.

Algumas medidas podem ajudar bastante a aliviar o desconforto provocado pela orquite, entre elas a aplicação de compressas de gelo no local e o uso de uma cinta para sustentação dos testículos.

Se a orquite evoluir para estágios mais graves ou se tornar recorrente e não retroceder com o tratamento, a remoção de um ou ambos os testículos (orquiectomia) pode ser indicada, mas isso só ocorre em raríssimos casos.

A orquite, como outras infecções, pode causar a infertilidade, principalmente em suas manifestações mais graves, por afetar a espermatogênese, uma vez que os testículos são responsáveis pela produção dos gametas masculinos.

Nesses casos, o homem desenvolve uma condição denominada azoospermia não obstrutiva, ausência de espermatozoides no sêmen ejaculado por deficiência na produção de gametas. Esses homens, se quiserem ter filhos, devem buscar técnicas de reprodução assistida, como a FIV (fertilização in vitro).

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