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Inseminação artificial (IA)

Inseminação artificial (IA)

Uma das técnicas de reprodução assistida, a inseminação artificial (IA) é um procedimento considerado de baixa complexidade, pois a fecundação ocorre de forma natural, no útero materno.

Também chamada inseminação intrauterina (IIU), é indicada para mulheres com até 35 anos que tenham distúrbios de ovulação, endometriose nos estágios iniciais, dependendo do caso de infertilidade sem causa aparente (ISCA), quando há leves alterações nos gametas masculinos ou problemas de disfunção sexual e nos casos em que o casal não consegue realizar a relação sexual programada (RSP).

Foi, inclusive, investigada pela primeira vez ainda no século XVIII, com o propósito de resolver infertilidade masculina causada por disfunção erétil ou dificuldades em ejacular: a técnica prevê a transferência dos espermatozoides diretamente para o útero para que ocorra a fecundação.

Também pode ser utilizada por casais homoafetivos femininos que pretendem engravidar, independentemente de serem ou não inférteis.

Este texto explica o funcionamento da inseminação artificial, destacando os casos que é indicada e os possíveis riscos.

Entenda como funciona o tratamento por inseminação artificial

A primeira etapa do tratamento por inseminação artificial é a estimulação ovariana. Realizada com medicamentos hormonais, tem como propósito a obtenção de mais óvulos maduros para serem fecundados, aumentando, consequentemente, as chances de gravidez.

Em um ciclo natural, vários folículos crescem, porém apenas um se desenvolve e ovula, enquanto na inseminação artificial o ciclo é minimamente estimulado para obter até dois óvulos.

O desenvolvimento dos folículos é acompanhado periodicamente por ultrassonografia e exames de sangue para avaliar os níveis hormonais. Eles permitem determinar o momento mais adequado para realizar a inseminação.

O sêmen é coletado próximo ao momento da ovulação. A coleta é feita na própria clínica de reprodução assistida pelo próprio paciente em recipientes estéreis.

As amostras são submetidas à preparação seminal, técnica que utiliza diferentes métodos para selecionar os gametas masculinos com melhor qualidade, com base em critérios de morfologia e motilidade.

Os espermatozoides mais capacitados são então introduzidos em um cateter e depositados no útero durante o período de ovulação. O procedimento é bastante simples e também realizado na própria clínica, sem necessidade de anestesia. Dura cerca de 20 minutos e as atividades normais podem ser retomadas no mesmo dia, inclusive a sexual.

Quinze dias depois é possível confirmar se a gravidez foi bem-sucedida, por testes de sangue ou urina.

Casais homoafetivos femininos que pretendem utilizar a técnica podem contar com a doação de espermatozoides. O doador é selecionado de acordo com as características biológicas do casal. No entanto, é importante observar as regras do Conselho Federal de Medicina (CFM), órgão que regulamente a reprodução assistida no Brasil.

O CFM determina, por exemplo, que o receptor não pode conhecer a identidade do doador e vice-versa. Ou seja, os espermatozoides não podem ser doados por familiares ou amigos.

Saiba mais sobre as indicações da IA

As causas de infertilidade feminina e masculina que podem ser tratadas pela inseminação artificial são:

Infertilidade feminina

Infertilidade masculina

A inseminação artificial também é indicada quando a infertilidade é diagnosticada como sem causa aparente (ISCA), mas nesse caso devem ser avaliadas outras condições.

Quais riscos a inseminação artificial pode provocar?

Embora a inseminação artificial seja considerada um procedimento simples e de baixo risco, em casos raros pode provocar algumas complicações.

Infecções e um pequeno sangramento vaginal podem ocorrer como consequência da introdução do cateter. No entanto, são facilmente resolvidos e não afetam as chances de a gravidez ser bem-sucedida.

A estimulação ovariana aumenta ainda a possibilidade de gestação gemelar, que oferece risco para mãe e para o feto, como pré-eclâmpsia, parto prematuro ou bebês nascidos com baixo peso.

Da mesma forma, os medicamentos hormonais também aumentam a possibilidade de desenvolvimento da síndrome de hiperestimulação ovariana (SHO), condição em que os ovários produzem uma quantidade maior de hormônios, resultando em alterações metabólicas ou problemas mais graves.

A SHO, entretanto, é bastante rara. Além disso, atualmente pode ser facilmente evitada com o acompanhamento clínico e laboratorial realizado durante todo o procedimento.

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