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Varicocele

Varicocele

O surgimento de varizes no cordão espermático é a principal característica da varicocele. Cordão espermático é a estrutura que sustenta e mantém os testículos na bolsa testicular (escroto), além de ser responsável pelo transporte de sangue para eles.

As varizes testiculares causam alterações na produção e qualidade dos espermatozoides, comprometendo a fertilidade. A varicocele é, inclusive, considerada a causa mais comum de infertilidade masculina.

No entanto, o problema pode ser corrigido e a fertilidade restaurada na maioria dos casos. Por outro lado, a dilatação anormal das veias não provoca nenhum distúrbio na potência sexual.

Conheça mais sobre a varicocele neste texto, das causas que provocam a formação das varizes, aos sintomas manifestados, diagnóstico e tratamentos que possibilitam a restauração da fertilidade.

O que causa a varicocele?

Embora a varicocele tenha sido descrita pela primeira vez ainda no século XVIII, sua etiologia ainda permanece desconhecida. Algumas teorias, entretanto, sugerem possíveis explicações. As mais comumente aceitas incluem:

A varicocele, por outro lado, interfere na fertilidade por dois principais motivos:

Quais são os sintomas de varicocele?

A varicocele geralmente se forma durante a puberdade, quando tende a causar o desenvolvimento anormal ou encolhimento dos testículos. No entanto, pode ocorrer em qualquer idade.

Como se desenvolve lentamente, na maioria dos casos é assintomática, sinalizada principalmente pela tentativa frustrada de engravidar a parceira. Porém, à medida que se desenvolve, ao mesmo que as veias se tornam mais evidentes e palpáveis, provocam diferentes manifestações de dor, além de alterações como assimetria dos testículos.

A dor pode variar de desconforto agudo a incômodo ou mesmo aumentar com esforço físico e por longos períodos em pé, assim como piorar ao longo do dia e aliviar quando o homem deita de costas.

Como a varicocele é diagnosticada?

Normalmente a varicocele é diagnosticada durante o exame físico de rotina. Alterações nos testículos, entre elas o aumento no volume, assimetria ou atrofia, sugerem o problema e são importantes para orientar o tratamento cirúrgico.

Da mesma forma, de acordo com o grau de desenvolvimento, as varizes também podem ser visualizadas ou palpadas, critérios que também classificam a varicocele em diferentes estágios.

A classificação é feita a partir da manobra de Valsalva, método em que a expiração forçada do ar com lábios e nariz tampados torna mais evidentes as varizes presentes:

O diagnóstico é posteriormente confirmado por exames laboratoriais e de imagem. Eles também são importantes para descartar outras causas que podem causar o surgimento de varizes, como o desenvolvimento de tumores que tendem a comprimir a veia espermática.

O doppler estetoscópio possibilita auscultar um ruído característico de refluxo venoso quando a manobra de Valsalva é realizada, enquanto o ultrassom com doppler, também chamado ecografia com doppler, avalia a circulação dos vasos sanguíneos e o fluxo de sangue.

Já o espermograma ou análise seminal é importante para determinar a qualidade do esperma, quantidade e qualidade dos gametas masculinos presentes nele. Os resultados também auxiliam na indicação terapêutica e são fundamentais para o acompanhamento do tratamento.

Como a varicocele é tratada?

Quando a varicocele não provoca danos nos testículos ou causa alterações na fertilidade, a recomendação é a de que seja apenas observada e acompanhada. No entanto, a observação da evolução é somente indicada se não houver sinais de infertilidade e se a varicocele não for palpável ao exame físico, ou seja, nos casos em que é diagnosticada no estágio inicial.

Os espermatozoides também devem estar dentro dos padrões de normalidade: resultado apontado pelo espermograma.

Quando o tratamento é necessário, o objetivo é a oclusão das veias espermáticas que drenam o testículo afetado. Geralmente a correção é feita por cirurgia. A técnica mais utilizada é a microcirurgia subinguinal ou varicocelectomia subinguinal assistida por microscópio. É realizada com a utilização do micro-doppler intraoperatório, que facilita a identificação da artéria testicular, diminuindo a possibilidade de lesão arterial.

Além de registrar taxas bastante expressivas de sucesso de restauração da fertilidade, o procedimento, ao mesmo tempo, tem baixos índices de complicação e recorrência.

Nos casos em que a fertilidade não é restaurada, a indicação passa a ser o tratamento por FIV (fertilização in vitro) com injeção intracitoplasmática de espermatozoides (ICSI). A FIV com ICSI revolucionou o tratamento de infertilidade masculina por fatores graves.

Possibilita, por exemplo, a seleção dos melhores gametas por técnicas de preparo seminal ou a recuperação deles do epidídimo (PESA e MESA) e testículos (TESE e Micro-TESE) quando não estão presentes no líquido seminal.

Ao mesmo tempo, a FIV é a técnica de reprodução assistida que apresenta os maiores percentuais de gravidez bem-sucedida.

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