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Teste genético pré-implantacional (PGT)

Teste genético pré-implantacional (PGT)

Para identificar os embriões saudáveis nos tratamentos por FIV (fertilização in vitro), é realizado o teste genético pré-implantacional, uma das técnicas complementares ao procedimento que possibilita a análise das células embrionárias e a detecção de distúrbios genéticos e anormalidades cromossômicas.

O teste poder ser realizado, inclusive, por pessoas com suspeita ou histórico familiar para evitar que doenças genéticas sejam transmitidas para as próximas gerações, mesmo que não tenham problemas de fertilidade. O PGT é o único teste que impede a transmissão, mas é necessário ser submetido ao tratamento.

Este texto explica o funcionamento do teste genético pré-implantacional nos tratamentos de FIV, destacando os distúrbios genéticos que podem ser identificados por ele.

Como o teste genético pré-implantacional funciona e quais distúrbios identifica

O PGT é uma ferramenta molecular que utiliza a tecnologia NGS (next generation sequencing) ou sequenciamento de nova geração para analisar simultaneamente o sequenciamento de milhares de pequenos fragmentos de DNA. Existem três principais tipos de PGT: PGT-M, PGT-A e PGT-SR.

O PGT-M analisa os genes que podem ser responsáveis por doenças hereditárias, enquanto o PGT-A e o PGT-SR analisam as anormalidades cromossômicas.

Antes de o teste ser realizado, os pacientes são submetidos a todas as etapas da FIV, que inicia com a estimulação ovariana e indução da ovulação, com o propósito de obter uma quantidade maior de óvulos para fecundação.

Simultaneamente é feita a coleta do sêmen. Os gametas com melhor motilidade e morfologia são selecionados no preparo seminal.

Quando eles não estão presentes no sêmen, condição conhecida como azoospermia, podem ainda ser recuperados do epidídimo ou testículos por abordagens cirúrgicas.

Posteriormente, os melhores gametas (óvulos e espermatozoides) são fecundados em laboratório.

Atualmente, o método mais utilizado é a FIV com injeção intracitoplasmática de espermatozoide (ICSI) em que cada espermatozoide é injetado diretamente nos óvulos com o auxílio de um micromanipulador de gametas, aparelho de alta precisão que conta com um microscópio.

Os embriões formados são então cultivados por até seis dias em laboratório, fase conhecida como blastocisto. É nessa fase de desenvolvimento embrionário que o teste genético pré-implantacional é realizado.

Doenças genéticas identificadas pelo PGT-M

As doenças genéticas geralmente são monogênicas, ou seja, causadas por um único gene, que pode ser dominante ou recessivo. Quando o gene é dominante, as chances de o feto herdar o distúrbio são de cerca de 50% e de 25% se ele for recessivo.

Acondroplasia, doença em que o desenvolvimento ósseo imperfeito causa nanismo e síndrome de Marfan, transtorno do tecido conjuntivo que causa membros longos e defeitos cardíacos, estão entre as transmitidas por genes dominantes que podem ser identificadas pelo PGT-M.

Entre as principais doenças genéticas transmitidas por genes recessivos estão a doença falciforme, que causa glóbulos vermelhos anormais, a doença de Huntington, em que as células nervosas do cérebro rompem ao longo do tempo, a fibrose cística, um distúrbio das glândulas que causa excesso de muco nos pulmões, e a doença de Tay-sachs, em que há uma degeneração progressiva do sistema nervoso central, mais comum na faixa etária de 5 anos de idade, geralmente fatal.

O PGT-M também possibilita a identificação de distúrbios relacionados ao cromossomo X, que podem resultar de genes dominantes ou recessivos, incluindo a distrofia muscular de Duchenne, que provoca perda muscular, a hemofilia, caracterizada por problemas de coagulação sanguínea, e a síndrome do cromossomo X frágil, uma doença genética que causa deficiência intelectual e distúrbios cognitivos.

Anormalidades cromossômicas identificadas pelo PGT-A e pelo PGT-SR

Anormalidade cromossômicas podem ser herdadas ou ocorrer sem histórico familiar, como o envelhecimento, por exemplo, em que a qualidade dos gametas (óvulos e espermatozoides) naturalmente diminui, aumentando a possibilidade de elas ocorrerem.

Podem ser numéricas ou estruturais. As numéricas são chamadas aneuploidias, caracterizadas pela presença ou ausência de um ou mais cromossomos do cariótipo humano.

Ao mesmo tempo que estão associadas a falhas na implantação do embrião e aborto de repetição, podem provocar o desenvolvimento de condições como a síndrome de Down, em que o cromossomo 21 tem três cópias (trissomia 21), ou a síndrome de Turner, que ocorre quando um dos dois cromossomos sexuais femininos (cromossomo X) não é transferido para o feto.

Os rearranjos cromossômicos estruturais, por outro lado, geralmente resultam da quebra simultânea de segmentos cromossômicos que se reúnem dentro do mesmo ou de um cromossomo diferente, causando problemas durante a gametogênese, processo em que ocorre a formação dos gametas masculinos.

Após a realização do PGT, os embriões mais saudáveis são transferidos para o útero.

Ao mesmo tempo que identifica doenças genéticas e anormalidade cromossômicas, o teste genético pré-implantacional pode ser utilizado para tipagem de antígeno leucocitário humano (HLA). O sistema antígeno leucocitário humano (HLA), sigla em inglês para human leukocyte antigen, desempenha um papel importante na função do sistema imunológico.

O teste identifica a compatibilidade entre doadores e receptores, importante quando uma família tem uma criança gravemente doente, exigindo o transplante de células-tronco para curar uma doença adquirida, como a leucemia, por exemplo.

O PGT identifica os embriões compatíveis em HLA com o irmão afetado que necessita de um transplante. Os embriões identificados são então transferidos para o útero e as células-tronco são coletadas do cordão umbilical durante o nascimento e usadas para curar o irmão doente.

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