Blastocisto: o que é e qual sua importância para a FIV? - Clínica Art Medicina
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Blastocisto: o que é e qual sua importância para a FIV?

Blastocisto: o que é e qual sua importância para a FIV?

A fase de blastocisto é uma das etapas mais importantes do desenvolvimento embrionário, especialmente para os processos envolvidos na FIV (fertilização in vitro), uma das principais técnicas de reprodução assistida, famosa por sua abrangência e altas taxas de sucesso.

O principal evento dessa fase é a formação da blastocele, uma cavidade preenchida por líquido que divide as células primordiais do embrião daquelas envolvidas na formação dos anexos embrionários, responsáveis pela manutenção de toda a gestação.

A gestação é dividida em uma fase embrionária, seguida de uma fase fetal: na primeira, formam-se os tecidos especializados, compostos por diferentes tipos celulares, que originam todos os órgãos e sistemas do corpo humano, enquanto na fase fetal esses sistemas se desenvolvem e crescem até o momento do parto.

A formação do blastocisto marca também um momento importante da FIV, já que nessa etapa é possível realizar a aplicação do PGT (teste genético pré-implantacional), uma técnica que auxilia na prevenção da transmissão de doenças hereditárias, além de marcar o momento ideal da transferência embrionária.

Leia o texto e compreenda melhor o que é a fase de blastocisto e qual a sua importância para a FIV!

Como acontece o desenvolvimento embrionário?

Após o rompimento da zona pelúcida e a entrada do espermatozoide no meio intracelular do oócito, para a fusão dos pronúcleos dessas duas células – eventos que determinam a fecundação –, a célula primordial formada contém todo o material genético de um ser humano e passa a se multiplicar por clivagem (divisão celular), dando início ao desenvolvimento embrionário.

As principais etapas do estágio de desenvolvimento embrionário são a fase de mórula, seguida das fases de blástula e gástrula, que precedem a organogênese, estágio final deste processo, como veremos a seguir.

Mórula

Ainda contida pela zona pelúcida do óvulo, na fase de mórula observam-se clivagens sequenciais na célula primordial humana (zigoto), que provocam a multiplicação celular sem, no entanto, alterar o volume total do embrião.

Ao final desta fase, todas as células formadas permanecem aderidas umas às outras, em uma conformação semelhante a uma amora, o que dá nome a esta etapa.

Blástula

A formação do blastocisto acontece na fase da blástula, em que se observa a formação da blastocele, uma cavidade preenchida por líquido que separa as células originadas na fase anterior, chamadas agora de blastócitos.

O principal evento da etapa é o início da diferenciação entre as células embrionárias propriamente ditas daquelas que formam os anexos embrionários, fundamentais para a manutenção da gestação, como a placenta, o cordão umbilical e o líquido amniótico.

É nessa fase também que acontece o rompimento da zona pelúcia do óvulo, um evento chamado de hatching, para que o embrião consiga fixar-se no endométrio, tecido de revestimento da cavidade uterina, marcando o início da gestação em si.

Gástrula

Na fase de gástrula, que sucede o blastocisto, têm início as primeiras diferenciações celulares, para a formação dos tecidos germinativos (endoderme, mesoderme e ectoderme), que posteriormente se desenvolvem nos primeiros tecidos especializados do embrião.

Organogênese

Considerada a última fase do desenvolvimento embrionário, é durante a organogênese que os tecidos germinativos sofrem um processo de especialização, que dá início à formação dos órgãos e sistemas do corpo humano.

O que é o blastocisto?

Chamamos de blastocisto o conjunto de estruturas embrionárias que inclui os blastócitos, células primordiais do embrião e dos anexos embrionários, a blastocele, cavidade que divide esses dois tipos celulares, e a zona pelúcida do óvulo, principal responsável por manter estas células unidas.

Em uma gestação por vias naturais, a fecundação e a etapa de mórula acontecem no interior das tubas uterinas, que auxiliam a locomoção do embrião para a cavidade uterina, e a etapa que forma o blastocisto acontece de forma simultânea a esse transporte, culminando com o rompimento da zona pelúcida e a implantação do embrião no endométrio.

Qual a importância do blastocisto na FIV?

É importante lembrar que todas as fases do desenvolvimento embrionário decorrentes de uma gestação por vias naturais são semelhantes à fecundação realizada na FIV, com a única diferença de que nessa técnica os processos acontecem em ambiente laboratorial, de forma altamente controlada.

Um dos motivos pelos quais essa é considerada uma das fases mais importantes para o tratamento com a FIV é a possibilidade de aplicação dos testes para prevenção da transmissão de doenças hereditárias.

Isso acontece porque, com a separação das células que formam o embrião daquelas que formam os anexos embrionários, é possível realizar as biópsias necessárias para aplicação do PGT (teste genético pré-implantacional).

Especialmente para mulheres que apresentam infertilidade por abortamento de repetição, esse quadro pode ser decorrente da dificuldade para realizar o rompimento da zona pelúcida e consequentemente a implantação embrionária.

Na FIV, é possível realizar o hatching assistido, em que microfissuras são feitas mecanicamente na região da zona pelúcida embrionária, com o objetivo de facilitar a fixação do embrião no endométrio e diminuir os riscos de perda gestacional.

A importância dos blastocistos na FIV, portanto, é oferecer uma possibilidade a mais para os casais inférteis. A transferência embrionária pode acontecer em alguns momentos do cultivo, e o blastocisto é um deles.

Leia mais sobre transferência de blastocisto tocando no nosso link.

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