Quando acontece a ISCA (infertilidade sem causa aparente)? - Art Medicina Reprodutiva
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Quando acontece a ISCA (infertilidade sem causa aparente)?

Quando acontece a ISCA (infertilidade sem causa aparente)?

A infertilidade é um tema complexo e lidar com essa possibilidade é difícil para muitos casais que sonham em ter filhos. Homens e mulheres têm a mesma probabilidade de serem inférteis e a dificuldade para engravidar pode ser provocada por fatores femininos, masculinos ou ambos.

Mas existe uma quarta possibilidade: a infertilidade sem causa aparente (ISCA).

Na ISCA, não é possível saber o motivo da infertilidade. Essa condição gera angústia nos casais pela ausência de um diagnóstico conclusivo após a investigação da fertilidade conjugal.

Mesmo atingindo uma pequena parcela dos casos, ela pode provocar muita frustração por não dar uma resposta para a infertilidade. Porém, a condição não impede que o casal tenha filhos. A reprodução assistida possibilita a gravidez em situações como essas, com excelentes resultados.

Se você quer entender o que é a ISCA e como a infertilidade é investigada, continue a leitura!

O que é ISCA?

A ISCA é uma condição confirmada quando o resultado da investigação da infertilidade conjugal é inconclusiva. Ou seja, mesmo após uma série de exames no homem e na mulher, o motivo da dificuldade para engravidar não é encontrado.

Nesses casos, eles não mostraram alterações que indicassem algum problema na saúde reprodutiva do casal.

Ela pode acontecer porque algumas doenças são difíceis de ser diagnosticadas. Entre elas, as autoimunes, algumas doenças que atingem as tubas uterinas e os casos leves de endometriose. Por isso, a ISCA é definida como uma condição e não como um diagnóstico.

Como é feita a investigação da infertilidade?

Para a gestação acontecer, diversos fatores precisam estar alinhados. Entre eles, a relação sexual deve ocorrer durante o período fértil da mulher, intervalo onde o óvulo é liberado pelos ovários para se encontrar com o espermatozoide.

Na gravidez espontânea, um casal tem cerca de 20% de chance de engravidar naturalmente a cada ciclo menstrual. Logo, demorar alguns meses para receber o resultado positivo do teste de gravidez é normal.

 

A investigação da infertilidade é necessária quando o casal está tentando engravidar há 12 meses sem sucesso. Se a parceira tiver mais do que 35 anos, esse prazo diminui para 6 meses, pois a fertilidade feminina é menor a partir dessa idade.

Tanto o homem, quanto a mulher devem passar por uma série de exames para identificar a causa da infertilidade. A investigação é individualizada e a pesquisa inicial é composta por exames gerais, como o hemograma, os testes hormonais e os de imagem.

A partir dos resultados e a presença de sintomas ou de um histórico familiar para determinada doença, outros exames podem ser solicitados.

Para o diagnóstico da infertilidade feminina, os exames mais solicitados são: a ultrassonografia pélvica, a avaliação da reserva ovariana e a histerossalpingografia. E para a infertilidade masculina, temos o espermograma e os testes de função espermática.

A ISCA é uma condição delicada e que pode causar frustração em muitos casais. No entanto, isso não significa que não existe tratamento ou que a gravidez é impossível, como mostraremos a seguir.

Em caso de ISCA, como o casal pode ter filhos?

A evolução da medicina reprodutiva nas últimas décadas possibilitou que pessoas com fatores leves ou graves de infertilidade pudessem ter filhos biológicos, o que também beneficia os casais com ISCA.

A relação sexual programada (RSP) e a inseminação artificial (IA) são técnicas de baixa complexidade, sendo indicadas para casos leves de infertilidade e se a paciente tiver até 35 anos. Todo o processo acontece dentro do corpo da paciente, que passa por uma estimulação ovariana com o objetivo de aumentar o número de óvulos para a fecundação.

Enquanto a fertilização in vitro (FIV) é a técnica recomendada para os fatores graves de infertilidade e quando a paciente tem mais de 35 anos. Além disso, após tentativas anteriores frustradas com técnicas de baixa complexidade, a FIV também é indicada.

Ela é uma técnica com alta taxa de sucesso por permitir a inclusão de procedimentos complementares para aumentar as chances de gravidez. Apesar de a paciente também passar por uma estimulação ovariana, o processo é mais intenso o objetivo de obter o maior número possível de óvulos.

Em seguida, os gametas do casal são coletados e analisados para que apenas os mais saudáveis sejam utilizados no processo. Outra diferenciação está na etapa de fecundação, que acontece em laboratório. Após alguns dias de desenvolvimento, os embriões formados são transferidos ao útero da mulher para que a gestação inicie.

A ISCA é uma condição definida pelo diagnóstico inconclusivo do motivo da infertilidade conjugal, após uma investigação detalhada. Nesses casos, os resultados dos exames não revelam nenhuma alteração significativa que provoque a dificuldade para engravidar. Para realizar o sonho de aumentar a família, a reprodução assistida é a alternativa mais recomendada.

Para saber mais sobre esse assunto e as possíveis causas femininas e masculinas que podem causar infertilidade, confira outro texto sobre a ISCA!

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