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FIV: saiba como é feito o cultivo embrionário

FIV: saiba como é feito o cultivo embrionário

A fertilização in vitro (FIV) é a técnica mais complexa de reprodução assistida existente hoje. Isso não só porque a fecundação é realizada fora do corpo feminino, mas porque, além das etapas padrão do procedimento, há uma série de técnicas complementares, indicadas em certos casos, que visam aumentar ainda mais as chances de sucesso.

Essas técnicas podem auxiliar desde antes do tratamento, como o ERA, teste genético que avalia a receptividade do endométrio, até depois, como a criopreservação dos embriões para doação ou utilização posterior.

Existem também procedimentos complementares realizados durante a fase de cultivo embrionário, quando os embriões gerados a partir da FIV estão se desenvolvendo, em laboratório, antes da sua transferência para o útero. Continue a leitura para saber mais sobre essa etapa da FIV, continue a leitura.

O que é FIV?

Com o auxílio de tecnologias avançadas e profissionais altamente qualificados, a FIV é a técnica de reprodução assistida que tem as melhores taxas de sucesso. Segundo dados da Sociedade de Tecnologia de Reprodução Assistida dos Estados Unidos (SART), o índice de nascimentos pode ultrapassar os 30%.

Uma FIV é realizada em cinco etapas, resumidas a seguir:

Estimulação ovariana e indução da ovulação

Nos primeiros dias do ciclo menstrual, a mulher começa um tratamento com hormônios injetáveis para estimular o ovário a produzir mais de um óvulo. O desenvolvimento dos folículos ovarianos é acompanhado pelo médico com ultrassonografias periódicas e, quando eles atingem o estágio necessário, a paciente administra um hormônio para induzir a ovulação.

Aspiração folicular e coleta dos espermatozoides

A coleta dos óvulos maduros deve ser feita cerca de 36 horas depois da administração do hormônio indutor da ovulação. Ela é um procedimento simples, em que a mulher é sedada e os folículos são aspirados com o auxílio de uma agulha extrafina.

Já os espermatozoides são colhidos por meio da masturbação ou, quando indicado, de técnicas de recuperação espermática, que permitem a retirada dos gametas a partir dos testículos ou epidídimos.

Fecundação ou fertilização

Depois que os gametas femininos e masculinos foram coletados, é possível fazer a fertilização em laboratório. Esse processo pode ser realizado da forma clássica, na qual uma grande quantidade de espermatozoides é colocada junto com o óvulo para que a fecundação ocorra naturalmente, ou por meio da injeção intracitoplasmática de espermatozoide (ICSI), em que um espermatozoide é inserido diretamente dentro de cada óvulo.

Cultivo embrionário

Depois de formados, os embriões precisam se desenvolver durante alguns dias em laboratório, para que possam ser inseridos no útero da mulher. Esse processo é chamado de cultivo embrionário.

Transferência dos embriões ao útero

Quando os embriões atingem o estágio de maturação desejado, já podem ser transferidos para o útero da paciente na expectativa de que se implantem no endométrio. A transferência embrionária é um procedimento ainda mais simples do que a punção. Não é necessário sedação, e os embriões são colocados por meio de um cateter inserido pelo médico com o auxílio de imagens de ultrassom.

Como acontece o cultivo embrionário

Depois da fertilização, os embriões vão para o chamado cultivo embrionário. Ainda no laboratório, eles ficam em um ambiente controlado, no qual são reproduzidas as condições ideais de temperatura, pH, pureza do ar e mistura de gases. A combinação de todos esses fatores visa favorecer o desenvolvimento dos embriões, sendo que durante esse período eles são constantemente monitorados por embriologistas especializados.

O cultivo embrionário pode levar de três a seis dias, de acordo com a estratégia médica. Passado esse tempo, os embriões são transferidos para o útero da mulher ou então congelados. Durante o cultivo embrionário é também possível selecionar os melhores embriões para a transferência.

Técnicas complementares

Existem algumas técnicas complementares que podem ser utilizadas durante a fase de cultivo embrionário para aumentar ainda mais as chances de sucesso na FIV. Saiba quais são:

Hatching assistido

Também chamada de eclosão assistida, essa técnica complementar visa favorecer a implantação (fixação) do embrião no útero, popularmente conhecida como nidação. Isso porque o embrião é envolto por uma membrana denominada zona pelúcida, que se rompe naturalmente à medida que ele cresce, o que facilita sua implantação no endométrio. Em alguns casos, porém, essa membrana é mais espessa e, portanto, pode ter mais dificuldade para se romper.

O hatching assistido é uma técnica utilizada para romper a zona pelúcida antes da transferência do embrião, com o objetivo de facilitar a nidação. Para isso, podem ser usados métodos químicos, mecânicos ou a laser – este último é o mais comum e mais preciso.

Teste genético pré-implantacional (PGT)

O PGT é um exame capaz de identificar doenças genéticas e hereditárias nos embriões em fase de cultivo, permitindo que sejam selecionados aqueles mais saudáveis para a transferência ao útero.

Além de evitar condições com síndrome de Down e doença de Huntington, essa técnica tende a melhorar as chances de sucesso da FIV, uma vez que há anomalias genéticas que causam falhas de implantação e abortamentos espontâneos.

O cultivo embrionário, portanto, é uma etapa fundamental para o sucesso da FIV, uma vez que nela é possível observar o desenvolvimento dos embriões em laboratório.

Em alguns casos, de acordo com a indicação médica, pode-se também realizar algumas técnicas complementares durante essa etapa, aumentando ainda mais as chances de que o tratamento seja bem-sucedido. Para saber mais sobre a FIV, suas etapas e técnicas complementares, toque aqui.

 

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