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Endometrite: você conhece a doença?

Endometrite: você conhece a doença?

O processo de reprodução envolve diversas etapas até que se inicie a gravidez, sendo a produção dos gametas, a fecundação e a implantação embrionária algumas das principais.

No homem, os espermatozoides são produzidos pelos testículos, processo chamado espermatogênese. Após a produção, amadurecem nos epidídimos, quando estão prontos para fecundar o óvulo: carregam o material genético do pai.

Já na mulher, os folículos, bolsas que contém o óvulo imaturo, são formados ainda durante o desenvolvimento intrauterino, diminuem a cada ciclo menstrual e esgotam no período de menopausa.

A cada ciclo menstrual, embora diversos folículos cresçam, apenas um desenvolve e amadurece liberando o óvulo, processo chamado de ovulação, os outros são eliminados. Com o avanço da idade, portanto, a quantidade diminui, até que cesse por completo, assim com a qualidade dos óvulos.

Os gametas masculinos são liberados no corpo da mulher pelo sêmen ejaculado, líquido que facilita o transporte até as tubas uterinas onde eles encontram os óvulos para a fecundação. Após essa etapa, são formados os embriões , que devem implantar no endométrio , tecido de revestimento interno do útero para que a gestação tenha início.

Algumas condições podem interferir nesse processo e dificultar a gravidez, entre elas a endometrite, que pode afetar a implantação embrionária, causando a infertilidade feminina.

A seguir, saiba o que é a endometrite, conheça seus sintomas e veja como são feitos o diagnóstico e tratamento.

Qual a importância do endométrio para a gestação?

O útero, órgão responsável pelo desenvolvimento do feto e pelo parto, possui três camadas de revestimento, desde a mais externa para a mais interna: perimétrio, miométrio e endométrio.

É no endométrio que ocorre a fixação embrionária, para que o embrião se desenvolva até a formação da placenta. Durante o ciclo menstrual, o tecido é preparado para recebê-lo e tem a sua espessura aumentada pela ação de hormônios. O momento de maior receptividade endometrial é chamado de janela de implantação.

O que é endometrite?

A endometrite é o processo inflamatório do endométrio e pode ser aguda ou crônica. A forma aguda acontece de maneira transitória, permanecendo por pouco tempo. É normalmente causada por infecções bacterianas decorrentes de resíduos placentários ou abortivos, além de ser uma das consequência da doença inflamatória pélvica (DIP).

A endometrite aguda, quando não tratada de maneira correta, pode se tornar persistente e crônica. Normalmente não apresenta sintomas, dificultando o diagnóstico em muitos casos. Essa forma é associada à infertilidade.

Outras inflamações que acometem os órgãos reprodutores femininos podem espalhar para o endométrio e causar a inflamação, incluindo a ooforite, dos ovários e salpingite das tubas uterinas, que também podem ser consequência da DIP, geralmente causada por infecções sexualmente transmissíveis (ISTs), como a clamídia e a gonorreia.

Quando se torna crônica, a endometrite pode provocar falhas de implantação, abortamentos recorrentes e complicações obstétricas e neonatais.

Casos mais graves da doença podem resultar na formação de abcessos na cavidade uterina ou pélvica e, de forma mais rara, em uma invasão bacteriana na corrente sanguínea.

Quais os sintomas de endometrite?

A endometrite aguda acontece por um período menor, tem curta duração e pode apresentar sintomas como:

Ainda que a endometrite crônica não manifeste sintomas na maioria das vezes, pode apresentar discretos sinais, como:

Quando associada a outros sintomas, a infertilidade pode indicar a presença da inflamação do tecido endometrial. As falhas na implantação podem ocorrer tanto em gestações naturais quanto em tratamentos de reprodução assistida.

Além disso, mesmo que aconteça a implantação, a doença pode interferir no desenvolvimento normal da gestação.

Como a endometrite pode ser diagnosticada?

O diagnóstico da endometrite pode ser feito com a associação de exames laboratoriais e de imagem. Para confirmar a inflamação, pode ser realizado um hemograma completo e a pesquisa de bactérias nas secreções vaginais, para identificar agentes causadores de ISTs.

Por meio de testes de urina é possível verificar se a patologia foi causada por infecções no trato urinário e identificar o tipo de bactéria causadora. A endometrite crônica é diagnosticada por biópsia endometrial.

Outros exames que permitem a avaliação do útero e outros órgãos do sistema reprodutor são a ultrassonografia transvaginal, vídeo-histeroscopia ambulatorial e a ressonância magnética.

Qual o tratamento indicado para endometrite?

São prescritos medicamentos antibióticos para combater as bactérias, sendo a sua dosagem e duração determinadas de acordo com a gravidade da situação. Quando provocadas por ISTs, é indicado que o parceiro sexual também seja tratado para evitar uma reinfecção.

Casos mais graves necessitam de uma intervenção cirúrgica para a retirada dos abcessos, aderências ou resíduos placentários, normalmente resultante de abortos. Na maior das vezes, a fertilidade da mulher é restaurada após o tratamento.

Quando a infertilidade permanece é possível optar pela reprodução assistida, utilizando técnicas muito eficientes para alcançar a gravidez. O método mais indicado nessa situação é a fertilização in vitro (FIV), que realiza a maioria dos procedimentos em laboratório, com um maior controle sobre eles, aumentando as chances de gravidez

A FIV é realizada em algumas etapas: estimulação ovariana, punção folicular e preparo seminal para a coleta dos gametas, fecundação, cultivo dos embriões e transferência embrionária.

Se você se interessou pelo assunto, leia mais sobre endometrite e conheça as principais causas da doença.

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