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Pólipos endometriais e infertilidade: veja como isso acontece

Pólipos endometriais e infertilidade: veja como isso acontece

O endométrio é uma camada mucosa que reveste internamente a cavidade uterina. Considerada essencial para a fertilidade feminina, engrossa e se prepara para abrigar um embrião quando a fecundação ocorre.

Essa ação é realizada em todos os ciclos menstruais até que a gravidez seja alcançada: quando não há fecundação o endométrio se desprende na forma de menstruação, iniciando um novo ciclo.

Um dos problemas de infertilidade feminina mais frequentes são exatamente as falhas de implantação, provocadas por doenças ou alterações do endométrio, entre elas os pólipos endometriais.

Hoje, vamos explicar sobre os pólipos endometriais e como eles afetam a fertilidade. Continue a leitura!

O que são pólipos endometriais

Os pólipos endometriais são tumores benignos que crescem no endométrio, o revestimento interno do útero. Entre 2% a 5% das mulheres têm pólipos uterinos, embora eles sejam mais comuns acima dos 40 anos.

Pólipos endometriais têm um formato oval e podem ser microscópicos ou crescer lentamente até atingir diâmetros maiores. Ser sésseis ou ligados ao endométrio por uma haste, únicos ou múltiplos.

O que causa pólipos endometriais?

A razão exata pela qual os pólipos se formam é desconhecida, mas o desequilíbrio nos níveis hormonais pode ser um fator. O estrogênio, que desempenha um papel no engrossamento do endométrio a cada mês, também parece estar relacionado ao crescimento dos pólipos endometriais.

Sintomas de pólipos endometriais

Embora os pólipos endometriais sejam frequentemente assintomáticos, às vezes eles podem se manifestar por meio de:

É importante ressaltar também, que a gravidade dos sintomas depende do tamanho, localização e número de pólipos endometriais.

Como os pólipos endometriais são diagnosticados?

Além de um exame físico e análise do histórico médico da paciente, os procedimentos de diagnóstico para pólipos uterinos podem incluir:

Ultrassom transvaginal (ou ultrassonografia pélvica), no qual o especialista introduz cuidadosamente uma sonda na vagina da paciente para examinar seus órgãos reprodutivos (útero e ovários). A ultrassonografia transvaginal é simples, indolor e geralmente facilita um diagnóstico claro, no entanto, testes adicionais podem ser necessários em alguns casos;

Sonohisterografia, também chamada de histerossonografia, que consiste em distender a cavidade uterina com um líquido para facilitar a avaliação endometrial;

Histeroscopia, que consiste na introdução de uma câmera microscópica pela vagina e colo do útero para visualizar possíveis anormalidades na cavidade uterina. A histeroscopia é um procedimento cirúrgico ambulatorial e, se pólipos endometriais menores forem encontrados, podem ser removidos durante o exame.

Por que eles podem causar infertilidade?

Os pólipos endometriais estão relacionados à infertilidade feminina, pois podem causar abortos espontâneos ao impedir a implantação do embrião no útero, ou dificultar a passagem dos espermatozoides para fecundar o óvulo, dependendo do espaço que ocupa na cavidade uterina.

Pólipos pequenos, com menos de 2 cm, não reduzem as taxas de gravidez, mas são conhecidos por aumentar as taxas de aborto espontâneo, que podem até triplicar em pacientes em tratamento de fertilização in vitro.

Tratamentos para engravidar quando se tem pólipos endometriais

Os pólipos menores, que não interferem na fertilidade, devem ser apenas observados. No entanto, quando causam sintomas, incluindo infertilidade, a indicação é a remoção por cirurgia. A técnica utilizada é a histeroscopia cirúrgica e o procedimento é chamado polipectomia.

Após a remoção geralmente os pólipos não retornam e a mulher consegue engravidar naturalmente. Porém, se ainda houver dificuldades, a fertilização in vitro (FIV) é a técnica indicada para possibilitar a gravidez.

A fertilização in vitro (FIV) é um tratamento particularmente eficaz. Embora os pólipos endometriais tendam a alterar o transporte do espermatozoide e a implantação do embrião, a FIV permite que os especialistas obtenham os óvulos diretamente dos ovários da paciente.

Esses óvulos são fertilizados em condições laboratoriais controladas para gerar embriões com maior potencial de implantação, que são então transferidos para o útero da paciente.

Além disso, o teste ERA, técnica complementar ao tratamento permite a definição do período mais receptivo para transferir o embrião, evitando, assim, possíveis falhas.

Embora geralmente os pólipos endometriais não afetem os resultados da fertilização in vitro e o desenvolvimento normal da gravidez, em alguns casos, no entanto, as mulheres também devem se submeter à polipectomia para removê-los antes de continuar o tratamento, garantindo, dessa forma, melhores resultados.

Os percentuais de sucesso gestacional proporcionados pela FIV são em média 40% a cada ciclo de tratamento, os maiores da reprodução assistida.

Hoje, a maioria dos casais que procura tratamentos de fertilidade tem sucesso na gravidez, independentemente da técnica utilizada

As de baixa complexidade, relação sexual programada (RSP) e inseminação artificial (IA), mais adequadas quando a infertilidade ainda não provocou maiores danos, também proporcionam ótimas chances de gravidez quando indicadas corretamente.

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