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Gestação compartilhada: veja o que é

Gestação compartilhada: veja o que é

Cada vez mais, casais homoafetivos femininos estão optando por ter bebês por gestação compartilhada.

A gestação compartilhada traz uma série de benefícios sociais, emocionais e psicológicos para o casal. Ela permite que às duas mulheres vivenciem a maternidade, se sintam igualmente relacionadas ao processo e construam um vínculo com a criança.

Atualmente, existem duas maneiras pelas quais o casal homoafetivo feminino pode constituir uma família, inseminação artificial (IA) e fertilização in vitro (FIV), embora a gestação compartilhada seja possível apenas na FIV.

Leia o texto a seguir, e entenda o que é uma gestação compartilhada e quais são as opções de tratamento para engravidar.

O que é gestação compartilhada

A gestação compartilhada permite que às duas mulheres estejam envolvidas na concepção de seu bebê. Os óvulos de uma das parceiras são fecundados com o espermatozoide de um doador anônimo, e os embriões formados transferidos para o útero da outra parceira, que responsável pelo desenvolvimento da gravidez.

Para determinar quem deverá ser a doadora de óvulos e a receptora da gravidez, são considerados diferentes fatores, incluindo:

Reserva ovariana

As mulheres nascem com aproximadamente 1 a 2 milhões de folículos, no entanto, essa quantidade diminui naturalmente com o passar dos anos, embora existam alguns distúrbios, como a síndrome dos ovários policísticos (SOP), ou hábitos, como o consumo de álcool e cigarro, que podem acelerar a perda da reserva ovariana.

A partir dos 35 anos os níveis da reserva ovariana caem drasticamente e aos 40 apenas 5% das gravidezes ocorrem naturalmente. Por esse motivo, é importante conhecer a reserva ovariana do casal antes de decidir quem vai fornecer os óvulos.

Idade

Como indicamos, a reserva ovariana diminui drasticamente após os 35 anos. No entanto, não só a quantidade de óvulos é afetada pela idade, mas também a qualidade, já que com o passar dos anos eles envelhecem e aumenta o risco de alterações genéticas e morfológicas, que dificultam ou impedem a fecundação, assim como favorecem o abortamento.

Estado das tubas uterinas

Algumas doenças como a endometriose ou processos inflamatórios, geralmente provocados por infecções sexualmente transmissíveis (ISTs) podem resultar na formação de aderências, que causam obstruções impedindo a liberação do óvulo e, consequentemente, a fecundação.

Alterações no útero e endométrio

É fundamental descartar possíveis alterações morfológicas que podem dificultar a implantação do embrião ou o desenvolvimento da gravidez. Os testes que ajudam a determinar a saúde uterina incluem ultrassom transvaginal, biópsias para analisar o tecido endometrial ou histeroscopia.

Quais opções estão disponíveis para casais homoafetivos femininos terem um bebê?

Devido aos avanços na tecnologia de reprodução assistida, os casais homoafetivos femininos têm duas opções de tratamentos, a fertilização in vitro (FIV) e a inseminação artificial. Confira abaixo os detalhes de cada um.

Fertilização in vitro (FIV)

O casal de mulheres pode optar por realizar a fertilização in vitro (FIV) para ter um bebê. Esse pode ser o método preferido se uma das parceiras quiser doar o óvulo enquanto a outra deseja ser a responsável pelo desenvolvimento da gravidez. Isso é chamado gestação compartilhada.

A fertilização in vitro também pode ser a melhor opção se houver problemas de fertilidade com qualquer uma das parceiras.

Na FIV, a ovulação é estimulada com medicamentos hormonais, de modo que vários folículos desenvolvem e amadurecem durante um ciclo menstrual.

Os folículos maduros são coletados por punção folicular e, em seguida, os óvulos extraídos e selecionados em laboratório, enquanto os espermatozoides do doador são descongelados e selecionados por técnicas de preparo seminal.

Após a seleção dos melhores gametas a fecundação acontece em laboratório por ICSI (injeção intracitoplasmática de espermatozoide), em que cada espermatozoide é injetado no óvulo.

Os embriões resultantes são, então, transferidos para o útero da parceira responsável pelo desenvolvimento da gestação.

Inseminação artificial (IA)

A inseminação artificial ou inseminação intrauterina (IIU) é uma técnica que consiste em depositar os espermatozoides selecionados no útero. É simples e requer pelo menos dois milhões de espermatozoides móveis e as tubas uterinas sem qualquer tipo de obstrução, pois a fecundação acontece naturalmente.

A inseminação é realizada durante o período fértil da mulher, determinado por exames de ultrassonografia realizados periodicamente. Assim como na FIV, ela é submetida à estimulação ovariana, porém, as dosagens hormonais utilizadas são mais baixas, para obter entre 1 e 3 óvulos maduros.

Apesar de a IA ser um procedimento mais simples que a FIV e envolver menos processos, apenas uma das parceiras participa da concepção e gestação.

Em ambos os casos, o doador de espermatozoides pode ser escolhido de acordo com as características biológicas do casal, em bancos de esperma ou clínicas de reprodução assistida.

Quais são as taxas de sucesso?

Todas as técnicas proporcionam bons resultados de gravidez. As taxas de sucesso da FIV, entretanto, são maiores: em média 40% por ciclo, enquanto as da inseminação artificial acompanham as da gestação espontânea, uma vez que a fecundação ocorre naturalmente, nas tubas uterinas: entre 20% e 25% por ciclo.

Para saber qual é o tratamento de reprodução mais adequado para você, consulte nossos especialistas em medicina reprodutiva.

Gostaria de saber mais sobre a principal técnica de reprodução assistida? Toque aqui e conheça tudo sobre a fertilização in vitro (FIV)!

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